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sexta-feira, julho 18, 2003

Caros leitores:

Venho por este meio informar (porque não tenho outro meio disponível), que as actividades deste blog ficarão suspensas durante o meu período de férias. Portanto, se não nos virmos antes, boas férias (se as tiverem, se não boas não-férias), e até ao dia 1 de Setembro (deste mesmo ano, espero).

quarta-feira, julho 16, 2003

Ontem, estava eu no carro da minha prima (com a minha prima), pronta para vir para casa, quando tivemos um diálogo semi-filosófico. Não o vou transcrever textualmente (ainda bem! - pensam vocês).
Estava realmente frio, e a minha prima começou a dizer que se não soubesse em que mês estávamos, vestia o sobretudo. Ninguém a impede de vestir uma coisa quentinha num mês quente apesar de estar frio, pois não? Mas se calhar não parecia bem andar agasalhada em Julho... E lá estávamos nós com um casaquinho de malha, arrepiadas até ao osso... “O mal são as datas”, dizia ela desconsolada, “se não soubéssemos o dia, eu vestia o casacão e pronto.” O que vale é que chegámos a casa depressa, e já não tive de ouvir mais as suas lamúrias (emprestei-lhe um casaco de Inverno)!

segunda-feira, julho 14, 2003

Meus Amigos (ou não):

Este fim de semana não escrevi no blog nem uma linha sequer... Porquê? Porque, apesar do Sol não se dignar a aparecer, o fresquinho que se fazia sentir, convidava qualquer um a passear... e foi o que eu fiz (eu e mais uns quantos amigos).
De volta à minha secretária, deparo-me com um cenário catastrófico! Nem um e-mailzinho para a minha pessoa! Mas o que é que se passa? Aqui estão algumas sugestões para justificar a falta de correspondência:

1º - Está tudo de férias, e como férias com computador não são férias, não têm hipótese de enviar seja o que for

2º - Este blog já não presta

3º - Este blog nunca prestou, quem me enviou mails no início provavelmente estava alcoolizado

4º - Este blog é tão bom, tão bom, que ninguém tem as palavras lisonjeiras adequadas para dele falar


Não me ocorre mais nada para explicar o sucedido.
Aguardam-se mails elucidativos.

Obrigada


sexta-feira, julho 11, 2003

Estou um bocadinho triste com esta ideia da votação para o melhor blog... E não é por saber que ninguém votará no meu, nada disso. Nunca pensei na blogosfera como um sistema competitivo, mas sempre como um local desprovido de qualquer tipo de ganância. Não sei qual é a ideia de se querer saber qual é o blog preferido dos “blogernautas”... Mas pronto, se eles querem, quem sou eu para contrariar... Além disso a minha tristeza não é tão grande como isso...

quinta-feira, julho 10, 2003

Muitos dizem que a vida é um jogo...
Se para mim a vida é um jogo, então é um jogo de Tetris.
Começo com o painel vazio, e vão caindo peças da minha vida ao chão... No campo superior direito, posso antever a peça que cairá a seguir, mas nem tenho tempo para olhar... Se calhar também me são apresentadas as “cousas futuras...” da minha existência, mas é tal a concentração no imediato que nem reparo... Outra coisa, posso sempre mudar a posição das peças, como consigo igualmente mudar a perspectiva das circunstâncias...
Se for cuidadosa, e as arrumar de modo a formarem linhas perfeitas, elas desaparecem e ganho mais pontos... Curioso é porque desaparecem... Deve ser a única falha neste jogo... Precisamente como na vida que tenho, repleta de falhas... Mas quantos mais pontos, maior o nível; aí está a recompensa... O problema é que se o nível aumenta, à dificuldade acontece o mesmo. Mas já estou muito treinada, e é mais difícil que me atrapalhem. Quando finalmente não tenho mão nas peças “cadentes”, o painel enche-se até ao cimo e “Game Over”, passo à história (ou então passo para outra história).


Estava a dar um programa num canal de televisão, cujo nome não me lembro, mas que era apresentado por aquela senhora que cantava aquela música... a “Desfolhada”.. (tenho uma péssima memória para nomes!), mas adiante... O tema do programa era “Mulheres escritoras”. Então, havia uma sondagem, através da qual se pretendia averiguar se as mulheres têm ou não um estilo de escrita diferente. A meio do programa os resultados eram mais ou menos os seguintes: sim, têm uma escrita diferente – 70 e tal por cento; não, há é autores diferentes - 20 e poucos por cento.
Fiquei a pensar nisso. Será que há diferenças? A verdade é que a maior parte dos livros que andam cá por casa são escritos por homens... Nem percebo bem porquê... Os meus livros favoritos foram criados por senhores escritores, também...
Será que esta é uma questão filosófica?
Vou averiguar o assunto e amanhã, a horas decentes, digo qualquer coisa.



terça-feira, julho 08, 2003

Como fui à praia, queria aproveitar para pôr a leitura em dia. A intenção era muito boa, mas deu-me uma preguiça... Durante toda a manhã, estive deitada na toalha, de barriga para baixo, enquanto o Sol me chamuscava as costas. Não que quisesse que isso acontecesse, mas adormeci ao Sol... Ora aí está um bom título para um livro (ou não tão bom como isso) “Adormecer ao Sol”... E quando finalmente acordei, aliás, quando finalmente me acordaram, eram já horas de almoço... Logo, hora de já estar em casa há muito... E como se já não bastasse o meu mais recente escaldão, tive de me arrastar penosamente até casa. Durante este percurso ainda fiquei com a cara vermelha (ou encarnada), porque me tinha esquecido do chapéu... Para dizer a verdade, nem sei como ainda tenho forças para escrever um post, essa é que é essa...

Aguardam-se melhores dias.



segunda-feira, julho 07, 2003

Já que não há histórias (?) comoventes (nem sequer lamechas), aqui fica mais uma ANEDOTA:


- Tenho a certeza que este peixe não foi lavado!
- Pois não!
- Mas faltou a água, foi?
- Não.
- Então?
- Passou a vida dentro de água, para quê lavá-lo?

(in Nosso Amiguinho, revista infantil. Onde está a piada?! Foi o que eu perguntei!)


Sempre que me passeio na rua e vejo algum mendigo, é certo e sabido – armo-me logo ali em Madre Teresa. Digamos que é um hábito, mais do que isso, um vício.
Se a falta de tempo me apressar os passos, e se no bolso tiver umas moedinhas, era uma vez um mendigo de barriga cheia. Noutras alturas, quando tenho mais tempo do que afazeres, converso com um ou outro que se instale no meu campo visual e lá vão mais moedinhas... E eu que até sou avarenta! Não sei o que é que me dá...
Um dia destes ainda vos conto a história (ou será estória?), de um mendigo a quem ofereci um lanche... Das coisas mais comoventes (mas sem ser lamechas) que eu já ouvi... Ele garantiu que era verdade, mas mesmo que não fosse, só o facto de se dar ao trabalho de imaginar uma história (?) tão fabulosa, era obra!

Quando tiver um tempinho, e se pedirem com jeitinho, eu conto.



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